Minas Gerais

Atingidos de Mariana seguem sem data para receber casas 6 meses após fim do prazo: ‘Revolta e raiva’

Quase seis anos após o rompimento da barragem da Samarco, que tem como donas a Vale e a BHP Billiton, moradores que tiveram imóveis destruídos pela lama seguem sem perspectiva de quando poderão voltar para casa. O vencimento do terceiro prazo para a entrega dos reassentamentos em Mariana (MG) completa seis meses nesta sexta-feira (27).

Desde 2015, segundo os dados mais recentes informados pela Fundação Renova, apenas dez casas de um total de 247 foram finalizadas no novo Bento Rodrigues. “Só que os futuros donos delas ainda não podem morar lá ainda”, afirma Mônica. Outros 82 imóveis estão em construção.

Em quase 70 meses, nem mesmo as obras de infraestrutura foram finalizadas. A entidade afirma que, até julho, essas intervenções haviam atingido 95% e justifica que o restante dos trabalhos está atrelado à construção das casas.

Segundo a Renova, “186 projetos básicos foram protocolados na prefeitura, foram emitidos 153 alvarás (149 de casas e 4 de bens públicos) e 19 licenças simplificadas para lotes”.

No dia 5 novembro de 2015, no momento em que a barragem de Fundão se rompeu matando 19 pessoas, Mônica estava trabalhando em Mariana. Ela conta que, ao saber o que tinha acontecido, pegou o carro e dirigiu em direção a Bento Rodrigues, mas não conseguiu chegar ao distrito. Ela passou a noite da estrada e, só ao amanhecer, conseguiu ver ainda de longe sua casa – destruída pela lama.

Fonte: G1.

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