Brasil

“Exausta”: após silêncio, depoimento de diretora da Precisa é adiado

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID encerrou a sessão desta terça-feira (13/7) sem respostas da diretora técnica da Precisa Medicamentos, Emanuela Medrades. Ela declarou exaustão e por isso, o presidente Omar Aziz (PSD-AM) adiou o depoimento para esta quarta-feira (14/7), a partir das 9h.

A Precisa Medicamentos é a empresa que teria feito intermediação nas negociações para compra da vacina indiana Covaxin. Segundo denúncia do servidor da pasta, Luís Ricardo Fernandes Miranda, e seu irmão, o deputado Luis Miranda (DEM-DF), há indícios de irregularidade e de favorecimento na aquisição da vacina desenvolvida pela Bharat Biotech.  A convocação de Emanuela foi requerida pelos senadores Otto Alencar (PSD-BA) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e aprovada pela CPI em 30 de junho, quando a transferência de sigilo telefônico e telemático da convocada também foram admitidas pelos parlamentares.

“Para que seja possível esclarecer os detalhes de potencial beneficiamento da Bharat Biotech, representada no Brasil pela Precisa Medicamentos, na negociação de compra de vacinas pelo Ministério da Saúde, faz-se necessária a oitiva da Sra. Emanuela Medrades, diretora técnica de referida importadora”, afirmou Alessandro em seu requerimento. 
Ela chegou a solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não fosse obrigada a comparecer à sessão, mas o pedido foi negado pelo ministro Luiz Fux. No entanto, o magistrado decidiu que Emanuela tem o direito de não produzir provas contra si.
Por isso, ela se negou a responder aos questionamentos feitos pelos senadores e a recusa da diretora em responder questões consideradas “simples”, como sobre sua função na Precisa, irritaram os membros da CPI. A oitiva foi suspensa durante algumas horas para que o presidente Omar Aziz solicitasse esclarecimentos sobre quais são as obrigações da diretora da Precisa Medicamentos em depoimento à comissão. 
Em resposta, Fux afirmou que vai caber à CPI avaliar se um depoente abusa do direito de permanecer em silêncio ao se recusar responder os questionamentos dos senadores.
Com isso, a diretora da Precisa Medicamentos poderia sair presa da comissão caso Emanuela não responda aos questionamentos “simples” feitos no colegiado.

Fonte: Estado de Minas.

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo