Brasil

Forças Armadas não informam taxa de ocupação de hospitais militares

Porto Alegre, Florianópolis, Brasília e Campo Grande estão com o sistema de saúde no limite, com ocupação de mais de 90% dos leitos públicos e particulares destinados a pacientes com COVID-19. As quatro capitais têm hospitais militares controlados pelo Exército, Marinha e Aeronáutica. No entanto, o Ministério da Defesa não informa a capacidade e a demanda atual de unidades de terapia intensiva (UTIs) nas unidades sob responsabilidade das Forças Armadas.

Questionado pelo Estado de Minas, o Ministério enviou nota na qual afirma que as unidades estão “bastante sobrecarregadas”, mas não informou as vagas disponíveis, sob a alegação de que o número “não é constante, mas se adapta à demanda”. A pasta também divulgou que qualquer número ou porcentagem relacionada à disponibilidade de leitos “poderá construir um cenário incerto, que não condiz com a realidade que muda a todo instante”. Secretarias municipais e estaduais, além de hospitais públicos e particulares, divulgam taxas de ocupação.

Ainda de acordo com o Ministério da Defesa, hospitais recebem militares da ativa contaminados pela COVID-19, além de militares inativos, bem como seus dependentes e pensionistas. A pasta estima que 1,8 milhão de usuários que contribuem para os fundos de saúde das forças armadas de forma compulsória sejam atendidos pelas instituições. O país, no entanto, vive uma situação de guerra, com gargalos no sistema de saúde, que registra até mesmo filas de pacientes por um leito de UTI.


No Distrito Federal, a taxa de ocupação de leitos de UTI é de 95%. Na semana passada, a rede pública da unidade federativa chegou a ficar com apenas uma unidade disponível para pacientes adultos, no Hospital Geral de Base. Brasília abriga três hospitais militares: Hospital das Forças Armadas, Hospital Militar de Área e o Hospital Naval.


Hospital das Forças Armadas (HFA), por exemplo, contratou uma empresa para operar e ampliar o número de leitos para até 50. O contrato, que teve início em 18 de maio do ano passado, era para ter expirado em 13 de novembro de 2020, mas foi renovado até 14 de maio. No entanto, um aditivo foi assinado reduzindo a quantidade de operacionalização para 30 leitos – número que o HFA contava antes da pandemia -, sendo 20 para pagamento integral e 10 sob demanda. O valor total do contrato é de R$ 39.988.800,00


O Hospital das Forças Armadas está a oito quilômetros do Hospital Regional da Asa Norte, onde tem 20 leitos no total, mas 19 estão ocupados. Situação semelhante ao do Hospital de Base, que possui a mesma quantidade de vagas totais e preenchidas. A unidade de saúde está a sete quilômetros do HFA.

Fonte: Estado de Minas.


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