COVID 19

Negação, lições sofridas e mais de 251 mil mortos marcam 1 ano de pandemia

Aquela parecia ser só mais uma semana de carnaval. Pelas ruas, aglomerações, batuques, sorrisos e danças. Contudo, a quarta-feira de cinzas deu um sombrio sinal, com o primeiro caso de contaminação pelo novo coronavírus em solo brasileiro.


O dia 26 de fevereiro de 2020 foi o ato de largada da árdua batalha contra a COVID-19 – saga que o país ainda enfrenta. Um ano depois que a doença se instalou, a situação é crítica, e as mutações que se espalham pelos estados ajudam a dar forma ao pior momento da luta.

O vírus já provocou 251.498 mortes e o número de óbitos registrados ontem, 1.541, foi a segunda maior marca durante a pandemia. O dramático recorde só não foi maior que o ocorrido em 29 de julho de 2020, quando 1.595 vidas foram perdidas no país, segundo os dados do Ministério da Saúde.

O número de infectados alcança 10.390.461, sendo 66.988 novos casos em 24 horas.  Em patamar alarmante, a média móvel de óbitos diários está acima de mil há mais de um mês. Nessa quinta-feira (25/02), alcançou 1.582 registros, segundo recorde seguido.

vacina surgiu como sopro de esperança mundial, mas no Brasil persiste a lentidão e a escassez de imunizantes, uma vez que o governo brasileiro ficou para trás na disputa junto aos laboratórios. O país não passou até agora de 6,3 milhões de doses aplicadas, o que não alcança 3% da população com uma primeira ampola.

Os contornos dramáticos são ampliados pelas recentes crises regionais. No Amazonas, pacientes sucumbiram à ausência de oxigênio e foi necessária a transferência de pacientes para outros estados, o que também pode ter ajudado a propagar a nova cepa do coronavírus.

Em Minas Gerais, Uberaba Uberlândia precisaram endurecer restrições para evitar o colapso dos seus sistemas de saúde, com o avanço das contaminações. Em paralelo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina também lutam contra o caos. A Bahia, por sua vez, começa a sentir a falta de equipes de saúde.

Fonte: Estado de Minas.

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