Econômia

Auxílio emergencial pode voltar para metade dos beneficiários, diz Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu que, se a pandemia recrudescer, o governo pretende adotar medidas como a antecipação do 13º para aposentados, como uma das medidas sem impacto fiscal, enquanto a pandemia de COVID-19 as pautas prioritárias da área econômica forem discutidas no Congresso Nacional.

Ele também sinalizou a possibilidade de recriar um novo auxílio emergencial para metade dos beneficiados no ano passado dentro de um arcabouço de novo marco fiscal, com a aprovação das Propostas de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial e do Pacto Federativo, que estão paradas no senado desde o fim de 2019.

“A pandemia nos atacando de novo, temos o protocolo de enfrentamento da crise”, disse Guedes, na noite desta quinta-feira (04/02), após encontro com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), no gabinete da pasta.

Segundo ele, o governo está focado na ajuda para os “invisíveis” que não retornaram ao Bolsa Família, já com previsão orçamentária. “É possível, desde que seja dentro de um novo marco fiscal, robusto o suficiente para enfrentar eventuais desequilíbrios”, afirmou.

Guedes sinalizou que um mecanismo para ativar o orçamento de guerra novamente estará previsto na PEC do Pacto Federativo, mas não deu detalhes de como seria essa proposta. 


Mais cedo, Guedes recebeu o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). O encontro estava marcado para às 18h. Pacheco, no entanto, chegou atrasado porque presidiu a sessão plenária da Casa que aprovou a medida provisória agiliza a aquisição da vacina russa Sputnik V. O presidente do Senado foi enfático na defesa de um novo auxílio emergencial, mas Guedes tentou frear educadamente a fala do senador.

“Se dispararmos cláusulas necessárias dentro de um ambiente fiscal robusto, mais focalizado. Em vez de 64 milhões, a metade disso, vamos nos entender rapidamente, porque a situação do Brasil exige essa rapidez”, afirmou Guedes, ao lado de Pacheco. Ele reforçou que a agenda comum dos novos presidentes do Congresso são saúde, emprego  e renda. 

Fonte: Estado de Minas.

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