Minas Brasil

Médicos se unem a pais e professores exigindo o retorno das aulas em BH

Um grupo de médicos pró-educação se uniu aos grupos de pais e educadores, sem vinculação política, que defendem que a Prefeitura de Belo Horizonte priorize o retorno das aulas presenciais nas escolas municipais e particulares da cidade. A campanha espalhou outdoors pela cidade com frases como “Lugar de criança é na escola e nossas crianças estão adoecendo fora delas” e “Manter escolas fechadas durante a pandemia é um erro e causa impactos devastadores no aprendizado, no bem-estar físico e mental e na segurança das crianças”.

A médica pediatra cardiologista responsável pela criação do novo grupo, Carolina Andrade Bragança Capuruço, afirma ter ciência que a transmissibilidade da COVID-19 na escola também pode aumentar se o número de casos estiverem altos, mas, segundo ela, são vários os motivos para que elas sejam reabertas. “O que nós queremos é que sejam feitas medidas para que esses casos reduzam, para que a gente possa voltar o mais rápido possível em 2021 com protocolo de segurança” disse Capuruço. 

Ainda segundo a médica, a escola não é só um local de conteúdo programático e sim um local de desenvolvimento humano e de personalidade. Segundo ela, declarações debatidas em instituições como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) afirmam que quanto maior a vulnerabilidade social e econômica de um país mais a escola exerce o papel de proteção social. 

Outro dado questionado pelos médicos é o de que 90% dos casos são os adultos que passam para as crianças, e não crianças que passam para os adultos. “As crianças estão adoecendo física, mental e socialmente. O número de abusos aumentou absurdamente, o número de maus-tratos, traumatismos, número de desidratação, infecções. Porque as crianças estão na rua. Elas não estão protegidas dentro de casa, como alguns alegam” afirma a pediatra. 

De acordo com Carolina, uma parcela pequena da população que tem um nível sócio-econômico cultural mais elevado, que os pais trabalham home office, podem estar protegidos fisicamente. Mas as questões mental e social, a questão da construção da personalidade, os transtornos psíquicos gravíssimos, depressão, obesidade, tentativas de suicídio e até mesmo agressões não estão sendo levadas em conta pelo porder público quando decide a favor do fechamento das escola. 

Para o grupo organizado de médicos, pais e professores, a saúde e a educação tem que vir antes de qualquer outro setor. Porém, eles dizem se sentirem desamparados, já que a vacina sequer foi testada na população pediátrica. E por isso, não tem como liberar um imunobiológico numa população que não foi testada ainda. 

Fonte: Estado de Minas.

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