COVID 19

Após anúncio de lei seca, tráfego de BH disparou na saideira de sábado

O decreto da Prefeitura de Belo Horizonte proibindo o consumo de bebidas alcoólicas em bares e restaurantes coincidiu com disparada no movimento de veículos nas ruas da capital mineira. De acordo com dados do aplicativo de trânsito Waze, a média de tráfego semanal em novembro, antes do alerta do prefeito Alexandre Kalil de que poderia aumentar o rigor do isolamento caso os índices da COVID-19 não melhorassem, já era alto – equivalente a 84,5% do normal pré-pandemia. Após a advertência, o tráfego na cidade praticamente se manteve. Contudo, após a publicação do decreto restringindo o comércio de bebidas, o número de carros nas ruas disparou na sexta-feira (92% do índice anterior à pandemia) e no sábado (102%) que antecederam a restrição. Os dados de domingo ainda não foram computados.

Para se ter uma ideia, a corrida ao que pode ser o último fim de semana de bares vendendo bebidas no fim de ano – época em que tradicionalmente se fazem confraternizações e festas corporativas – fez da última a sexta-feira mais movimentada desde o início da pandemia, batendo a sexta 13 de novembro, que tinha chegado a registrar 87% do índice verificado na semana que antecedeu o monitoramento pelo Waze dos engarrafamentos na pandemia (a partir de 16 de março).

O tráfego intenso de sábado, com 102% do movimento pré-pandemia, também impressionou como o terceiro mais intenso desse dia da semana durante o distanciamento social na capital dos bares. Em 22 de agosto, no auge do relaxamento de restrições, quando mesmo com chuvas parte da população buscou praças e parques durante o sábado e lotou bares e calçadas no fim de tarde e noite, o movimento chegou a 113%. O segundo sábado com mais movimento foi 13 de junho, com 109%, dia em que se foi celebrado o São João com carreatas de grupos de quadrilha, mesmo com o Arraial de Belo Horizonte suspenso.

Fonte: Estado de Minas.

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