Minas Brasil

Operação mira organização criminosa que vendia vagas em presídios de Minas

Uma operação desencadeada na manhã desta quinta-feira mira uma organização criminosa comandada por servidores públicos e advogados que vendia vagas em presídios e até em determinadas alas das unidades de Minas Gerais. Ao todo, são cumpridos 29 mandados de prisão preventiva e 45 de busca e apreensão em 15 municípios do estado. 

A ação denominada operação Alegria é realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais (FICCO-MG), composta pelas polícias Civil, Federal, Polícia Penal de Minas Gerais (PPMG) e o Departamento Penitenciário Federal (Depen). 

“As investigações revelaram uma organização criminosa comandada por servidores públicos e advogados que negociavam vendas de vagas em unidades prisionais, vagas em determinados pavilhões, a entrada de objetos não permitidos, dentre outras práticas ilícitas”, detalha a equipe de investigação. “Mediante pagamento repartido entre os líderes da organização criminosa, presos de alta periculosidade eram transferidos indevidamente de unidades, além de serem colocados em alas/pavilhões com benefícios (ao trabalho, por exemplo) a que não teriam direito pelas normas de execução penal”, explica. 

Segundo o Ficco, os investigadores identificaram vários eventos de corrução praticados pelos criminosos, principalmente envolvendo dois presídios da Região Metropolitana de Belo Horizonte. O nome da operação faz referência à forma como os membros da organização chamavam o Complexo Penitenciário de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem: “Nelson Alegria”. 

Fonte: Estado de Minas.

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo